Durante a SPIEL’19, eu estava andando nos corredores da feira e esbarrei com o Renato Simões que me chamou para ver um jogo bem diferente. “Venha ver isto aqui, uma vaza cooperativa”, disse ele, o que realmente despertou minha curiosidade, já que jogos de vaza são, no máximo, feitos para duplas, mas nunca completamente cooperativo.
Pois Thomas Sing fez o impensado até então, conseguindo transformar um método de jogo usualmente competitivo em uma forma de jogo completamente cooperativa, através da criação de missões aleatorizadas ao longo do jogo, cada vez mais difíceis de serem cumpridas a medida que o time progride no jogo, rendendo ao jogo diversos prêmios, entre eles o Kennerspiel des Jahres e o As d’Or.
As missões são, em si, simples: um jogador específico deve ganhar uma vaza contendo uma carta específica. As primeiras missões são fáceis… Mas quando cada jogador começa a ter diversas vazas para serem ganhas e com ordem para que sejam cumpridas, o jogo torna-se viciante.
E este jogo, publicado pela Kosmos e Devir, ainda abriu o caminho para algumas outras implementações cooperativas de jogos competitivos, como por exemplo, a recente The Gang, que adapta um Poker para uma versão também cooperativa.
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