A UK Games Expo, maior feira de jogos do reino unido, divulgou uma nova política de de IA para suas feiras, a qual pode ser lida na íntegra neste link.
Segundo a nova política:
…exigimos que nossos expositores garantam que todos os produtos exibidos, apresentados ou vendidos tenham sido criados por seres humanos utilizando suas próprias habilidades. São proibidos itens e produtos que tenham sido criados ou gerados, total ou parcialmente, pelo uso de ferramentas e programas de IA.
Isso inclui, entre outros, arte e textos utilizados em todas as formas de jogos de tabuleiro e produtos e acessórios associados, itens de artesanato, obras de arte, roupas e livros, tanto de ficção quanto de não ficção.
…
A UK Games Expo enfatiza que esta política não impede o uso de ferramentas computadorizadas para verificação ortográfica, pequenas edições e auxílio na produção ou acessibilidade. No entanto, o processo criativo central deve ser conduzido por seres humanos.
De acordo com a política implementada, expositores que forem pegos tentando burlar as regras poderão, até mesmo, serem banidos de edições futuras da feira, que se viu em meio a críticas devido a expositores usando IA em edições anteriores.
A Uk Games Expo entra na lista de feiras que já baniram a utilização como a Origins, a Dagonmeet e a Tabletop Scotland. No diâmetro oposto da corda ainda não existe nenhuma política neste sentido por parte da GenCon nem da Spiel, maior feira de jogos do mundo que, inclusive já usou arte gerada por IA para suas próprias propagandas a dois anos atrás, sendo altamente criticada naquela época.
IA tem sido, cada vez mais, um tema controverso no mundo dos jogos de tabuleiro, com empresas gigantescas usando arte de IA em seus projetos milionários, como é o caso da Awaken Realms (veja aqui) ou da Fryxgames, com os maiores opositores alegando que a IA rouba arte de outros sem consentimento e está sendo usada simplesmente para reduzir custos, aumentando os lucros da empresa, em detrimento dos artistas.
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